Alvaro Dias faz novo apelo em defesa dos aposentados da Varig, Vasp e Transbrasil
Em pronunciamento no plenário, nesta quinta-feira (15/07), o senador Alvaro Dias (PSDB/PR) fez um novo apelo ao governo para que encontre uma solução para que os aeroviários dos fundos Aerus e Aeros recebam as aposentadorias e pensões a que têm direito: "O próprio governo, através da intervenção, arrebentou os cofres dos fundos de pensão, comprometendo a sua capacidade de financiar aposentadorias e pensões devidas a tantos trabalhadores aposentados do setor aeroviário. E o governo promete, e não cumpre, assume compromissos e não honra. Quantas audiências com o Ministro da Previdência! Quantas audiências com o Advogado-Geral da União! Quantas audiências do Supremo Tribunal Federal! E a solução está distante. O governo espera o tempo passar para que o próximo governo assuma a responsabilidade por aquilo que devia ser sua responsabilidade. Enfim, a indignação que campeia entre aeroviários e aeronautas deveria chegar ao Palácio do Planalto e sensibilizar o Presidente da República. O governo encontrou solução para a Varig, Vasp e Transbrasil. Os proprietários dessas grandes empresas não foram abandonados pelo governo, que se nega a oferecer recursos que não são tão significativos diante da grandeza da receita nacional", disse.
Relatos de familiares
Alvaro Dias leu da tribuna relatos de aposentados dos fundos. Um deles de Maura Brasília Feliciano Coratti Simon, que vive em Campinas, com seus dois filhos. Ela é viúva de um aviador, o comandante Ausbert Simon, que dedicou cerca de 40 anos a Varig, e que morreu vítima de câncer. Como a pensão que ele deixou para a família foi reduzida de 6 mil reais para 584 reais, a viúva está doente, endividada e corre o risco de despejo. "Isso que ocorreu com o Comandante Simon, não é uma exceção, é a regra para todos os 18 mil aeronautas e aeroviários aposentados da Varig, da Transbrasil, pelo Aerus, e outros tantos da Vasp, pelo Aeros. De aposentadorias decentes, compatíveis com as pesadas contribuições que recolheram durante décadas, viram-se todos, pela insensibilidade e intransigência desse governo supostamente dos trabalhadores, reduzidos à quase mendicância. Espero que os integrantes da bancada governista, que aqueles que têm mais acesso ao Presidente Lula empenhem-se em fazê-lo acordar para a gravidade do problema que criou e está mantendo. Não é possível que um governo que tem dinheiro para financiar obras na Bolívia, na Venezuela e em Cuba; para perdoar dívidas de países africanos; para emprestar ao FMI; para bancar milionários deslocamentos de numerosas comitivas por todos os cantos do País, não tenha recursos para fazer justiça aos aeronautas e aeroviários aposentados", destacou o senador.