Senador Alvaro Dias

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A transformação do campo

Em quatro anos, o Governo Alvaro Dias investiu 350 milhões de dólares, valores à época, para realizar mais do que o dobro de tudo o que já havia sido feito para a agricultura do Paraná.

78.134 hectares de terra foram incorporados ao processo produtivo, através do Programa de Irrigação e Drenagem, que beneficiou 10 mil produtoras de arroz, olerícolas e pastagens. A erosão hídrica, que ocasionava a perda anual de 160 milhões de toneladas de terra produtiva e um prejuízo de 270 milhões de dólares (valores à época), foi estancada com o estímulo dado pelo Governo ao Programa de Manejo Integrado dos Solos e das Águas.

Grande destaque no elenco de projetos do "Paraná Rural", que a FAO considerou exemplo para o mundo, este Programa permitiu o trabalho de conservação do solo em 1.300 microbacias hidrográficas, cobrindo uma área de 3.200.000 hectares, em benefício de 103 mil produtores.

Os recursos conquistados pelo Governo junto ao BID, em 1989, no valor de 149 milhões de dólares (valores à época), viabilizaram a completa realização do Programa, que previu a conservação de 5 milhões de hectares de terras produtivas, em 2.100 microbacias hidrográficas, beneficiando 165 mil produtores rurais. Ainda, a partir do "Paraná Rural", 50.000 hectares de terra receberam adubação verde e 132 mil hectares tiveram sua acidez corrigida com a aplicação de 273 mil toneladas de calcário.

Além de contar com investimentos nunca antes realizados para o desenvolvimento de amplos programas de conservação e correção de solos, irrigação e drenagem, os produtores receberam apoio do Governo em todos os segmentos de sua atividade produtiva. Mais de 610 mil toneladas de sementes certificadas e fiscalizadas pelo Governo estiveram ao alcance do produtor, assegurando a colheita de mais e melhores frutos.

A pecuária de leite ganhou 6 novos Centros de produção de material genético para o Programa de Inseminação Artificial, que envolveu 68 entidades e realizou mais de 135 mil inseminações para melhorar o nosso rebanho leiteiro. Em Morretes, foi implantada o Centro de Bubalinocultura, para desenvolver e gerar tecnologia na produção de leite, derivados e carne de búfalo.

A fruticultura recebeu um novo impulso com a implantação de 5 mil hectares de novos pomares, 90 unidades de observação de árvores frutíferas e distribuição de 3,2 milhões de mudas de espécies exóticas e nativas. A citricultura comercial que , há mais de 30 anos encontrava problemas para se desenvolver, consolidou-se definitivamente.

O sistema de armazenagem para grãos e produtos perecíveis, com capacidade total de 1.732.501 toneladas, serviu a 33.708 produtores que armazenaram 2.512.855 toneladas de produtos agrícolas.

Ao realizar um trabalho verdadeiramente revolucionário no setor agrícola da economia, o Governo Alvaro Dias dedicou especial atenção aos pequenos produtores rurais.

O Paraná ganhou 5.176 novas famílias de pequenos produtores, que foram assentadas pelo Governo em 34 mil hectares de terras, com seus títulos de posse legitimados e a infra-estrutura necessária para trabalhar e produzir: sementes, insumos, equipamentos e ferramentas agrícolas. 44 escritórios da EMATER/PR foram construídos para oferecer assistência e melhorar o processo produtivo nas pequenas propriedades.

O Governo promoveu o melhoramento genético do plantel de animais de tração, inscrevendo 1.013 produtores. 1.568 empreendimentos e equipamentos comunitários foram construídos ou adquiridos, em benefício de 23.500 pequenos produtores. Em 41 municípios, 650 pequenos produtores foram atendidos com a construção de 504 paióis e 6 armazéns comunitários com capacidade de 10.700 toneladas.

A energia elétrica chegou a mais de 78.359 propriedades rurais, melhorando a qualidade de vida e as condições de trabalho de 200 mil paranaenses, através do Clic Rural. E nunca se investiu tanto em obras de saneamento rural como no Governo Alvaro Dias.

O Programa Estadual de Saneamento Rural realizou a perfuração de 417 poços artesianos e concluiu 346 micro-sistemas de abastecimento de água em comunidades rurais de 50 mil a 2 mil habitantes, beneficiando mais de 62 mil paranaenses.

Diversas iniciativas do Governo deram total apoio à comercialização de produtos agrícolas. A saída dos produtos agrícolas das zonas de plantio foi assegurada com a recuperação e a retificação de 24 mil quilômetros de estradas vicinais.

A comercialização de hortigranjeiros foi estimulada. Com a estadualização da Ceasa, os hortigranjeiros ganharam mais 23.500 metros quadrados de espaço para a comercialização: nestes quatro, o Governo concluiu a Ceasa Maringá, o novo pavilhão da Ceasa Curitiba e ampliou a Ceasa Foz do Iguaçu.

A implementação do Projeto de Produção Programada de Hortigranjeiros reduziu a sazonalidade dos principais produtos, que puderam ser facilmente encontrados pelo consumidor, sem as bruscas oscilações de preço, tão comuns no passado.

O Programa de Feiras de Produtos passou de 130 para 180 feiras municipais. E junto com o Programa de Compras Comunitárias, o Mercado Popular beneficiou 73.400 famílias por ano, com produtos de primeira necessidade a preços diferenciados. A produtividade cresceu em 30%.

O sistema de exportação também foi beneficiado com a ampliação e modernização do Porto de Paranaguá. A capacidade de armazenagem cresceu de 700 para 1 milhão de toneladas, com a construção de diversos silos - alguns deles, considerados hoje os maiores da América Latina.

A par disso, o Governo conquistou uma importante vitória política para o Porto de Paranaguá. Conseguiu alterar a política tarifária então vigente, que previlegiava o Porto de Santos e atraía o escoamento de toda a produção paranaense de café. E pôde oferecer tarifas mais estimulantes, que carrearam as exportações do produto para o Porto de Paranaguá.

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