No início do Governo Alvaro Dias foi criada a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, com o objetivo de reequipar e organizar as cidades para progredirem sem problemas ambientais. O Programa Estadual de Desenvolvimento Urbano nasceu para regionalizar os meios e recursos necessários ao desenvolvimento das cidades paranaenses. Tratou-se do maior programa de desenvolvimento urbano em realizações na América Latina que, em cinco anos, que aplicou 210,2 milhões de dólares em obras de grande importância para todos os municípios do Paraná. Os recursos foram conquistados junto ao Banco Mundial. O Governo cumpriu a etapa de promover o aperfeioamento do sistema administrativo e de gerenciamento financeiro de 235 municípios. Tornou fácil planejar, programar, financiar e executar as obras. Foi o início da implantação de uma base sólida para o moderno desenvolvimento urbano, que reforça a autonomia municipal e serviu de apoio ao crescimento descentralizado da indústria, do complexo agroindustrial, do comércio e dos serviços.
A partir da nova política de desenvolvimento urbano, foram concluídas 1.668 obras, em 299 municípios. O Projeto Cura Litoral realizou 85 obras de construção de terminais rodoviários, ginásios, quadras de esportes, pavimentação, pontes e praças em todos os municípios litorâneos.
O desafio das cidades exigiu a realização de grandes obras de saneamento básico. Superavitária, como todas as empresas do Governo após a Reforma Administrativa, a Sanepar ofereceu, então, uma vigorosa resposta.
O Governo Alvaro Dias investiu na ampliação do sistema de abastecimento de água, gerando obras de grande expressão. A mais significativa delas foi o Reservatório Passaúna, para resolver o problema de abastecimento de água em Curitiba. O Projeto Tibagi levou idêntico benefício a Londrina.
A Estação de tratamento de Esgoto Sul, também em Londrina, acoplada a uma usina de produção de biogás, com capacidade para produzir a quantidade de gás metano equivalente a 38.000 litros de gasolina por mês. Durante o Governo Alvaro Dias, a Sanepar implantou 4.200 quilômetros de rede de água, um encanamento que poderia cobrir a distância entre Curitiba e o Amapá. E 1.500 quilômetros de rede coletora de esgotos, extenso igual a duas vezes a distãncia entre Paranaguá e Foz do Iguaçu.
Além de água e saneamento, as cidades precisam de energia, para crescer e melhorar a qualidade de vida da população. A Copel: Compahia Paranaense de Energia Elétrica, dentro dos princípios da filosofia administrativa do Governo Alvaro Dias, teve sade financeira suficiente para bater seus próprios recordes. Entre 1987 e 1991, a Copel ligou 252.000 residências, 27.000 estabelecimentos comerciais, quase 80.000 propriedades rurais e 5.649 novas indústrias, de um total de 1.899.750 unidades consumidoras atendidas diretamente.
Para levar a eletricidade às famlias de baixa renda na periferia das cidades, a Copel realizou 70.000 novas ligações nestes quatro anos, através do Clic Urbano, beneficiando 400.000 paranaenses.
A energia chegou aos grandes centros consumidores através de mais 940 quilômetros de linhas transmissoras. 67.000 novas subestações foram construídas e 357 outras tiveram a sua potência ampliada. 4 subestações estavam em construção em 1991. Entre elas, a de Jaguariaíva - para atender às indústrias de papel da região - e a de Guaíra - para reforçar significativamente o atendimento em todo o Oeste do Paraná.
O MAIOR PROGRAMA RODOVIÁRIO DA HISTÓRIA DO PARANÁ. Tão importantes quanto a água, o saneamento básico e a energia elétrica, as estradas também receberam do Governo Alvaro Dias a devida atenção. A malha viária do Paraná ganhou mais 3 mil 651 quilômetros de estradas asfaltadas construídas no período. Estradas entre grandes centros, como a duplicação da Ibiporã-Londrina-Maringá, por onde passam diariamente 7 mil veículos.
Estradas como a Alexandra-Matinhos, para o desenvolvimento do turismo no litoral. Estradas de grande importância econômica como a duplicação da Ponta Grossa-Castro. Estradas para alavancar o desenvolvimento regional como a Laranjeiras-Palmital, a Planalto-Pérola-Pranchita, e o trecho Rebouças-Rio Azul-Mallet-Paulo Frontin.
O Governo do Paraná construiu até mesmo estradas que deveriam ser feitas pelo Governo Federal: foi o caso dos 50 quilômetros da Transbrasiliana, entre Ibati e Ventania, antiga reivindicação da população local.
E mais: tapou os buracos que o Governo Federal deveria ter tapado nas BRs que atravessam o Paraná. Foram centenas de operações que restauram 2.222 quilômetros de rodovias federais. 12.102 quilômetros de estradas estaduais receberam obras de conservação, garantindo o conforto e a segurança no tráfego rodoviário.
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