Um Estado que tem pressa de conquistar avanços econômicos e sociais não pode prescindir da formação de crianças e adolescentes.
As políticas de ensino adotadas pelo Governo Alvaro Dias frearam os índices de repetência e evasão no primeiro grau, o currículo do ensino de segundo grau passou por importantes alterações e foi adaptado às escolas noturnas e agrícolas.
Ao implantar o Ciclo Básico de Alfabetização, o Governo Alvaro Dias cumpriu a proposta de instituir um novo modelo para a educação em nosso Estado. A partir de então, o currículo escolar foi reformulado, de maneira a preparar melhor os alunos, desde a pré-escola até ao segundo grau.
Modificações foram feitas também no currículo do Magistério, que passou de 3 para 4 anos, garantindo a formação de professores mais dedicados e competentes. Com isso, abriu-se caminho para a consolidação do Projeto Tempo de Criança, em que o aluno permanece mais três horas na escola, com direito a três refeições por dia. O número de alunos matriculados no ensino supletivo cresceu 250%. A área de educação especial de deficientes formou 9.000 professores e autorizou o funcionamento de 188 escolas especiais, prestando atendimento a 24 mil alunos.
Todos os setores da escola pública receberam mais e melhores obras: ao todo 3.725 novas salas de aula, 360 mil metros quadrados construídos em quase mil prédios, em todas as Regiões do Paraná.
O magistério também obteve importantes conquistas. O Governo atendeu a antigas reivindicações da classe, ao instituir avanços como a opção de carga horária, que passou a permitir ao professor escolher o tempo de dedicação semanal à escola pública; reviu as gratificações, que foram estendidas aos professores celetistas e as compensações, que premiaram a dedicação exclusiva dos diretores.
Com esses progressos, a escola pública foi, enfim, reorganizada e passou a apresentar propostas adequadas à realidade, respeitando suas particularidades.
Um dos princípios educativos foi o desenvolvimento da arte e da cultura. Complemento indispensável à formação de todas as pessoas, a Cultura ganhou novo impulso durante o Governo Alvaro Dias, com a revitalização de valores artísticos, através dos mais diversos tipos de atividades.
Quatro vertentes fundamentais nortearam as ações da Secretaria da Cultura durante a administração do Governo Alvaro Dias: o estímulo aos eventos de caráter permanente, o fomento ao programa de ações culturais e a conservação e criação de espaços físicos. O Paraná deu novo impulso ao processo de revitalização dos valores artísticos, em múltiplas atividades.
A cultura popular foi valorizada e os grandes espetáculos foram levados até a comunidade. O Teatro Guaíra, reformado e mais exuberante, trouxe aos palcos produções que garantiram o aplauso de toda a crítica brasileira. Seus holofotes voltaram a iluminar o antigo Teatro de Comédia do Paraná, a beleza do Balé Guaíra e a musicalidade da Orquestra Sinfônica do Paraná.
O Concurso de Contos, que revelou Dalton Trevisan, foi reeditado. Junto com ele, a criação do Concurso Nacional de Texto de Teatro "Maurício Távora".
Duas ações fundamentais para a descoberta de talentos intelectuais não só no Paraná como em todo o país. A publicação de "Nicolau", o jornal de cultura mais aplaudido de todos os tempos, é hoje referência para a intelectualidade brasileira. Idêntica importância ganharam os livros feitos por paranaenses em prol do resgate de valores do Estado.
Mas a força do apoio às atividades culturais não ficou restrita apenas a Curitiba. Festivais de música, dança e teatro foram estimulados em todos os pólos regionais, especialmente em Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Exemplos são os Festivais de Música de Londrina, o Festival de Teatro de Ponta Grossa e o Festival de Música Cidade Canção, em Maringá. Projetos de cultura popular, como circos em pequenas cidades, etnias, folclore e artesanato se disseminaram em todas as regiões.
O Projeto Barracão, que permitiu a instalação de teatros a baixo custo, em vários municípios, se tornou um exemplo de democratização da Cultura. A partir do Projeto, manifestações das comunidades locais passaram a ocupar espaços próprios e a estimular o intercâmbio de atividades. Essa conjugação de esforços permitiu inclusive a revelação de novos valores no interior do Estado.
Outra preocupação constante da Secretaria da Cultura foi a preservação da memória e a restauração de espaços históricos. Nesse sentido se destacam as reformas executadas no Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea, Museu de Arte do Paraná, Museu Alfredo Andersen, Casa João Turim, Sala Miguel Bakun e a Fortaleza da Ilha do Mel. Novas bibliotecas também foram incorporadas em todo o Paraná. Nesta área, ressalta-se a campanha "Nossa Biblioteca", que estimulou a população a doar publicações aos acervos públicos.
No âmbito das artes plásticas, a Secretaria da Cultura fomentou o tradicional "Salão Paranaense". Em síntese: apesar da extinção do Ministério da Cultura, o Paraná procurou manter atividades de interesse popular e artístico sem relegar obras sociais.